Oi Pessoal!
No próximo domingo vai sair uma reportagem sobre o blog no Diário Catarinense, um jornal aqui de Santa Catarina.
A repórter esteve na minha casa para me entrevistar e fez uma reportagem muito bonita, que fala sobre o blog, as comunidades de PGM e a situação de usar a internet como forma de amenizar o sofrimento da perda.
Quem mora em SC e puder comprar o jornal, vai estar no Donna, que é um caderno que sai aos domingos.
Para quem quiser acessar pela internet, o link é http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/
Agradeço aqui a repórter Cristina Vieira, que veio até minha casa para conversarmos, foi muito profissional e sensível ao respeitar a nossa dor, atendeu aos meus pedidos sobre o que poderia colocar ou não sobre a Francine. E por oferecer a oportunidade de divulgar o blog, que já está com mais de 300 acessos diários.
Então, não esqueçam de olhar o Diário Catarinense de domingo, dia 22/08.
Um grande beijo a todos
Isabela
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Décimo primeiro dia fora da clínica
Dia 21/07 – Décimo primeiro dia fora da clínica
Escrito por Francine:
No trabalho está indo tudo bem. Fiquei um pouco deprimida com a reação de uma cliente ter falado de mim para outro veterinário. As vezes parece que estou deprimida por ter outro veterinário na outra loja a achar que estou com ciúmes. Gripada, Cansada. Vontade de não fazer nada. Fumei quatro cigarros. Falei com o Amauri, meu amigo, no telefone, e com a Carol. Ambos ligaram. Dormi cedo. Fiquei feliz ao falar com eles.
Quando a Francine esteve internada, na Pet Shop contrataram um outro veterinário, para não deixar sem nenhum profissional. Depois ele passou para a outra loja que eles tem, e ela voltou a trabalhar normalmente. Mas ela não gostava de comparações, tinha o seu jeito trabalhar, tinha experiência, era competente, mas não aceitava muito a opinião dos outros. Então, imaginem quando chegou uma cliente e começou a falar do outro veterinário? Ela ficou possessa! Os clientes gostavam muito dela. De vez em quando ela chegava em casa com algum presente. Outras ligavam para conversar, ou perguntar alguma coisa sobre o seu animal. Quando ela faleceu, ninguém se conformou, e muitos nem ficaram sabendo o verdadeiro motivo. E quem soube, não acreditou, porque ela nunca demonstrou nada de errado. Só que sabia era o pessoal que trabalhava com ela, e que ajudaram em todos os momentos.
Escrito por Francine:
No trabalho está indo tudo bem. Fiquei um pouco deprimida com a reação de uma cliente ter falado de mim para outro veterinário. As vezes parece que estou deprimida por ter outro veterinário na outra loja a achar que estou com ciúmes. Gripada, Cansada. Vontade de não fazer nada. Fumei quatro cigarros. Falei com o Amauri, meu amigo, no telefone, e com a Carol. Ambos ligaram. Dormi cedo. Fiquei feliz ao falar com eles.
Quando a Francine esteve internada, na Pet Shop contrataram um outro veterinário, para não deixar sem nenhum profissional. Depois ele passou para a outra loja que eles tem, e ela voltou a trabalhar normalmente. Mas ela não gostava de comparações, tinha o seu jeito trabalhar, tinha experiência, era competente, mas não aceitava muito a opinião dos outros. Então, imaginem quando chegou uma cliente e começou a falar do outro veterinário? Ela ficou possessa! Os clientes gostavam muito dela. De vez em quando ela chegava em casa com algum presente. Outras ligavam para conversar, ou perguntar alguma coisa sobre o seu animal. Quando ela faleceu, ninguém se conformou, e muitos nem ficaram sabendo o verdadeiro motivo. E quem soube, não acreditou, porque ela nunca demonstrou nada de errado. Só que sabia era o pessoal que trabalhava com ela, e que ajudaram em todos os momentos.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Algumas histórias da Francine
Oi!
Quando estava arrumando as coisas da Francine, achei um caderno seu da oitava série, escrito em 1997, quando ela tinha 14 anos. Acho que era um trabalho de escola, ou uma brincadeira entre amigas. Ela escreve como um diário, falando de seu nascimento, infância e adolescência. A Carol deve lembrar o que era e colocar algum comentário.
O caderno começa assim:
Dedicatória
Dedico esse livro aos meus pais e aos meus irmãos. Eles me ajudaram em tudo o que eu sempre fiz e com certeza vão acompanhar e apoiar cada passo de minha vida.
Também dedico a minha melhor amiga Carolina, que sempre me ajudou nos momentos mais difíceis e esteve ao meu lado nas horas de alegria e tristeza.
Depois começa com os primeiros anos de vida
Meus primeiros anos de vida
Dia 11 de março de 1983, as 17:05 horas, dei meu primeiro choro no Hospital "Santa Izabel", de Blumenau.
A partir desse dia, eram todos em cima de mim, me paparicando, como qualquer criança que nasce.
Eu era muito magrinha e chorona. Minha mãe teve que passar muitas noites em claro, para tentar fazer eu dormir, porque eu só chorava.
Dia 20 de março de 1983 fui batizada.
Dia 21 de agosto de 1983, falei minhas primeiras palavras: mamã e nenê, e dia 14 de novembro de 1983 nasceu meu primeiro dentinho.
Os meses se passaram e o ano também. Finalmente completei meu primeiro aninho. Minha mãe fez uma festa na minha casa de praia em Itapema. Aos poucos fui aprendendo a andar e falar.
Em março de 1986 entrei no Colégio Coração de Jesus, no vermelhinho, tinha 3 anos. Minha professora foi a Malba.
Teve um dia em que meu irmão Fábio, 6 anos mais velho do que eu, e minha irmã Isabela, 8 anos mais velha, me ensinaram onde fica a boca, olho, orelha.... só que ensinaram errado, pois quando minha mãe perguntou onde fica a orelha, eu dizia que estava no olho. Eles viviam aprontando comigo.
Acabaram as aulas, começa o verão. Eu passo o verão na minha casa de praia em Itapema. Eu não parava em casa, vivia na praia correndo, brincando, mal sobrava tempo para comer.
Fevereiro, Carnaval. Eu passava o Carnaval no Guarani, um clube em Itajaí. Quase toda a minha família é de Itajaí.
O verão passou e começaram as minhas aulas, eu estava no amarelinho. Minha professora foi a Jane.
Bem, os anos passaram. Amarelinho, azulzinho, verdinho (pré), primeira série... até que eu chego na segunda série.
E ela vai contando depois a sua infância e adolescência.... é muito legal relembrar esses momentos!
Beijos
Isabela
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Décimo Dia fora da Clínica
Dia 20/07 – Décimo dia fora da clínica
Escrito por Francine:
Sentimento e aparência triste. Meus pais perguntando: “que cara é essa?” Não tenho resposta. Acabo me irritando com a pressa do meu pai quando ele vem me trazer e me buscar no trabalho. Mas acabo ficando quieta, porque ele sempre foi assim. E eu sou um pouco grossa as vezes, só peço para ter paciência.
Vi uma das pessoas “antigas”, somente vi, vim correndo para o consultório e chamei o Evandro, que trabalha comigo. Tremia e chorei. Passou. Medo de encontrá-la (mesmo com a consciência limpa).
Tentei chamar a Carol para ficar comigo, mas não deu. Fui jantar com meus pais e a turma deles. Eu queria muito ficar embaixo das cobertas, chorar e dormir. Qual seria a minha reação se ficasse sozinha em casa, aguentaria?
Penso, mas não tenho vontade. Penso em tudo o que passei e na minha família. Na pizzaria encontrei uma amiga que estudou comigo. Trocamos telefones. Falei sobre a depressão. Ela nunca foi usuária, e é bem legal. Eu me senti muito melhor. Fumamos dois cigarros. Me senti a vontade, como se estivesse num grupo de auto-ajuda. Falei o que estava sentindo.
Enquanto estava na mesa da mãe um amigo leu um trecho sobre “amigos”. Percebi: “amigos? Quantos tenho? ” Fui para o banheiro chorar escondida. Liguei para a Carina para desejar Feliz dia do Amigo. Fiquei feliz, mas entrei na “nóia” de que todas as ligações que faço são gravadas.
Dormi bem e estou gripada.
Escrito por Francine:
Sentimento e aparência triste. Meus pais perguntando: “que cara é essa?” Não tenho resposta. Acabo me irritando com a pressa do meu pai quando ele vem me trazer e me buscar no trabalho. Mas acabo ficando quieta, porque ele sempre foi assim. E eu sou um pouco grossa as vezes, só peço para ter paciência.
Vi uma das pessoas “antigas”, somente vi, vim correndo para o consultório e chamei o Evandro, que trabalha comigo. Tremia e chorei. Passou. Medo de encontrá-la (mesmo com a consciência limpa).
Tentei chamar a Carol para ficar comigo, mas não deu. Fui jantar com meus pais e a turma deles. Eu queria muito ficar embaixo das cobertas, chorar e dormir. Qual seria a minha reação se ficasse sozinha em casa, aguentaria?
Penso, mas não tenho vontade. Penso em tudo o que passei e na minha família. Na pizzaria encontrei uma amiga que estudou comigo. Trocamos telefones. Falei sobre a depressão. Ela nunca foi usuária, e é bem legal. Eu me senti muito melhor. Fumamos dois cigarros. Me senti a vontade, como se estivesse num grupo de auto-ajuda. Falei o que estava sentindo.
Enquanto estava na mesa da mãe um amigo leu um trecho sobre “amigos”. Percebi: “amigos? Quantos tenho? ” Fui para o banheiro chorar escondida. Liguei para a Carina para desejar Feliz dia do Amigo. Fiquei feliz, mas entrei na “nóia” de que todas as ligações que faço são gravadas.
Dormi bem e estou gripada.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
orkut
Oi Pessoal,
Ontem eu descobri, através de uma repórter, que o nome da Francine está numa comunidade de PGM do orkut. Nem sabia o que era isso. É um nome horrível: Profile de Gente Morta. Mas o que está escrito é bem legal. No fórum tme um os tópicos com os nomes das pessoas que já morreram e que possuem perfil no orkut. O nome da Francine está num dos tópicos e tem mais de 780 comentários. Muitos comentários legais sobre ela, bem interessante.
Quem tiver um tempinho, depois dá uma olhada
Beijos
Isabela
Ontem eu descobri, através de uma repórter, que o nome da Francine está numa comunidade de PGM do orkut. Nem sabia o que era isso. É um nome horrível: Profile de Gente Morta. Mas o que está escrito é bem legal. No fórum tme um os tópicos com os nomes das pessoas que já morreram e que possuem perfil no orkut. O nome da Francine está num dos tópicos e tem mais de 780 comentários. Muitos comentários legais sobre ela, bem interessante.
Quem tiver um tempinho, depois dá uma olhada
Beijos
Isabela
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Nono dia fora da clínica
Dia 19/07 – Nono dia fora da clínica
Escrito por Francine:
Fomos almoçar fora. Foi legal. Fui passear na praça com a Lilica, me senti feliz. Fomos para Tijucas a noite levá-la. Meu cunhado me elogiou, disse que eu estava diferente.
Eu estou com um sentimento preso, sem saber o que é.
No almoço as vezes como bem, a tarde nada e a noite demoro a jantar. Comi um x-bacon.
Dormi bem, super bem.
Dia 20/07 – Segunda-feira, Francine escreveu:
Quadros de depressão:
- Irritação
- Sentimento de tristeza
- Humor depressivo
- Incapacidade de dormir por dias (Agitação) – de 10 a 18/07
- Constipação Intestinal – de 15 a 18/07
- Perda de peso sem estar de dieta (3Kg)
- Perda de apetite e aumento de apetite – (não sei distniguir os dias)
- Perda do interesse em passear, sair de casa e querer voltar rápido
Todos esses sintomas começaram dia 11/07
No primeiro dia: irritação, inquietação (faladeira demais a noite), alegre
Durante o dia de bom humor
Escrito por Francine:
Fomos almoçar fora. Foi legal. Fui passear na praça com a Lilica, me senti feliz. Fomos para Tijucas a noite levá-la. Meu cunhado me elogiou, disse que eu estava diferente.
Eu estou com um sentimento preso, sem saber o que é.
No almoço as vezes como bem, a tarde nada e a noite demoro a jantar. Comi um x-bacon.
Dormi bem, super bem.
Dia 20/07 – Segunda-feira, Francine escreveu:
Quadros de depressão:
- Irritação
- Sentimento de tristeza
- Humor depressivo
- Incapacidade de dormir por dias (Agitação) – de 10 a 18/07
- Constipação Intestinal – de 15 a 18/07
- Perda de peso sem estar de dieta (3Kg)
- Perda de apetite e aumento de apetite – (não sei distniguir os dias)
- Perda do interesse em passear, sair de casa e querer voltar rápido
Todos esses sintomas começaram dia 11/07
No primeiro dia: irritação, inquietação (faladeira demais a noite), alegre
Durante o dia de bom humor
terça-feira, 10 de agosto de 2010
OItavo dia fora da clínica
Dia 18/07 – Oitavo Dia fora da clínica
Escrito por Francine:
Trabalhei bastante. Mãe veio me buscar e fez almoço. Arrumamos a cozinha. Pai trouxe a Lilica. Fiquei chateada por ela estar fedida e suja e com medo da reação da mãe por ela estar assim. Não consegui banho e tosa para ela. Fui no chá de bebê da Ju, sozinha de carro, no Ratones. Me perdi na ida. No começo me senti bem, após uma hora, angústia enorme de voltar. Fui embora às 18:30 hs, cheguei as 19:00 hs. Ligaram para meus pais quando eu saí, e quando cheguei liguei para avisar meus patrões. Me senti perseguida por achar que estava fazendo algo errado. Fiquei muito angustiada e nervosa, mas não fiz nada de errado. Lá, quando elas estavam bebendo, me senti a pior pessoa, de não poder e não conseguir me divertir. Que reação eu teria? Fiquei agoniada para voltar logo. Queria voltar antes e uma pessoa ficava falando... “fica mais um pouco. Eu ligo para a tua mãe”. Isso me fez lembrar muitas coisas e eu não consegui dizer não, mesmo querendo ir.
Queria que a Lilica dormisse no meu quarto, mas a minha mãe quis deixá-la na área de serviço. Deitei e não consegui dormir, mesmo com a medicação e sabendo que ela poderia estar com frio. Chorei um pouco, um sentimento confuso. Fui dar boa noite para ela e minha mãe cedeu e disse para eu deixá-la no meu quarto. Eu quis ficar com ela por isso, para me dar carinho e atenção, e não para ficar presa. Dormi feliz.
Isso aconteceu num sábado. Eu fui para Curitiba com meu marido e minha filha, e nós temos uma cachorrinha, a Lilica, que foi presente da Clara de Natal, a Francine que escolheu, e adorava a cachorra como se fosse dela. E como meu pai tinha um compromisso em Itajaí, passou pela nossa casa para pegar a Lilica para ficar com a Francine no fim de semana, já que estávamos viajando. Eu não queria, achava que ia dar um trabalho, mas ela insistiu e conseguiu convencer meu pai.
O chá de bebê que ela foi era de alguém do trabalho. Como eles sabiam do seu problema, puderam ajudar a controlar, já que ela não podia sair sozinha. Mas deu para perceber que ela se sentia “um peixe fora d’água”, nesse início do processo de recuperação. Ela não era acostumada a sair e não beber nada.
Realmente, ela dizia que sentia muita falta da bebida, e não da droga. Mas todo dependente químico começa na bebida e depois vai procurar a droga. E uma vez, quando o médico liberou a bebida, tudo começou a mudar. Eu liguei para a psicóloga dizendo que eles não poderiam liberar a bebida, pois o problema da Francine com a bebida era mais grave do que com a droga. Sabe o que ela me respondeu? Nós não sabíamos que ela tinha problema com bebida, nós estamos tratando o problema dela com a droga. Olha a incompetência!!!!!! Quando chegar mais próximo da data em que aconteceu, vou contar todas as barbaridades que o médico e a psicóloga fizeram. Eles erraram demais. Isso que a consulta era particular. Quer dizer, apenas uma consulta por mês com o médico era pela Unimed
Abraços
Isabela
Escrito por Francine:
Trabalhei bastante. Mãe veio me buscar e fez almoço. Arrumamos a cozinha. Pai trouxe a Lilica. Fiquei chateada por ela estar fedida e suja e com medo da reação da mãe por ela estar assim. Não consegui banho e tosa para ela. Fui no chá de bebê da Ju, sozinha de carro, no Ratones. Me perdi na ida. No começo me senti bem, após uma hora, angústia enorme de voltar. Fui embora às 18:30 hs, cheguei as 19:00 hs. Ligaram para meus pais quando eu saí, e quando cheguei liguei para avisar meus patrões. Me senti perseguida por achar que estava fazendo algo errado. Fiquei muito angustiada e nervosa, mas não fiz nada de errado. Lá, quando elas estavam bebendo, me senti a pior pessoa, de não poder e não conseguir me divertir. Que reação eu teria? Fiquei agoniada para voltar logo. Queria voltar antes e uma pessoa ficava falando... “fica mais um pouco. Eu ligo para a tua mãe”. Isso me fez lembrar muitas coisas e eu não consegui dizer não, mesmo querendo ir.
Queria que a Lilica dormisse no meu quarto, mas a minha mãe quis deixá-la na área de serviço. Deitei e não consegui dormir, mesmo com a medicação e sabendo que ela poderia estar com frio. Chorei um pouco, um sentimento confuso. Fui dar boa noite para ela e minha mãe cedeu e disse para eu deixá-la no meu quarto. Eu quis ficar com ela por isso, para me dar carinho e atenção, e não para ficar presa. Dormi feliz.
Isso aconteceu num sábado. Eu fui para Curitiba com meu marido e minha filha, e nós temos uma cachorrinha, a Lilica, que foi presente da Clara de Natal, a Francine que escolheu, e adorava a cachorra como se fosse dela. E como meu pai tinha um compromisso em Itajaí, passou pela nossa casa para pegar a Lilica para ficar com a Francine no fim de semana, já que estávamos viajando. Eu não queria, achava que ia dar um trabalho, mas ela insistiu e conseguiu convencer meu pai.
O chá de bebê que ela foi era de alguém do trabalho. Como eles sabiam do seu problema, puderam ajudar a controlar, já que ela não podia sair sozinha. Mas deu para perceber que ela se sentia “um peixe fora d’água”, nesse início do processo de recuperação. Ela não era acostumada a sair e não beber nada.
Realmente, ela dizia que sentia muita falta da bebida, e não da droga. Mas todo dependente químico começa na bebida e depois vai procurar a droga. E uma vez, quando o médico liberou a bebida, tudo começou a mudar. Eu liguei para a psicóloga dizendo que eles não poderiam liberar a bebida, pois o problema da Francine com a bebida era mais grave do que com a droga. Sabe o que ela me respondeu? Nós não sabíamos que ela tinha problema com bebida, nós estamos tratando o problema dela com a droga. Olha a incompetência!!!!!! Quando chegar mais próximo da data em que aconteceu, vou contar todas as barbaridades que o médico e a psicóloga fizeram. Eles erraram demais. Isso que a consulta era particular. Quer dizer, apenas uma consulta por mês com o médico era pela Unimed
Abraços
Isabela
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